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07/11/2011 - Opinião e Notícia
Novas empresas de mídia criam estratégias para ganhar dinheiro em cima do desespero dos editores tradicionais
Um jornal personalizado e constantemente atualizado costumava ser um devaneio de ficção científica. Agora, graças a dispositivos como o iPad, existem vários. Livestand, um aplicativo de notícias lançado semana passada pelo Yahoo!, insere-se num campo que já inclui o Zite, comprado recentemente pela CNN; Edições, criado pela AOL; e a Flipboard, que o Google tentou comprar ano passado. Oferta rejeitada, espera-se que o Google em algum ponto lance o seu próprio aplicativo de notícias, codinome Propeller.
Tais corporações gigantes pretendem ganhar dinheiro em cima do desespero dos editores tradicionais de notícia. Um estudo no mês passado feito pelo Pew Research Center com o The Economist Group descobriu que, menos de anos depois que o Ipad começou a ser vendido, 11% dos adultos norte-americanos agora tem um tablet e mais da metade desse grupo lê notícia diariamente em um. Eles são consumidores mais ávidos por notícia do que aqueles que não tem tablets, e para artigos longos eles preferem seus tablets a computadores comuns e jornais impressos. Ken Doctor da Outsell, uma consultoria de mídia, diz que o estudo é a melhor evidência até agora de que tablets estão gradativamente substituindo os jornais impressos.
Para agências de notícias enfrentando uma circulação impressa cada vez menor e magras receitas de publicidade online, isso é um brilho de esperança. No entanto transformar esse número de leitores em lucro é complicado. Nem todos os editores podem bancar a feitura de seu próprio aplicativo de tablets. Para aqueles que podem, os leitores estão mais dispostos a pagar por assinaturas do que na internet, taxas de publicidade são (por agora) seis a dez vezes maiores do que as online, de acordo com Doctor. Mas não está claro ainda quantos leitores farão a mudança. E para os editores sem um aplicativo, usuários de tablets são apenas como outro usuário da internet: valem muito pouco dinheiro.
Fonte: Economist
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