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Rio: Municipal adia abertura e provoca caos musical no Rio de Janeiro

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01/02/2012 - Clóvis Marques/Opinião e Notícia

Entulho se acumulou perto da entrada da bilheteria do Municipal (Reprodução/OGlobo)

Programação de música clássica na cidade sofre uma reviravolta após desabamento de prédios ao lado do Teatro Municipal.


 

O desabamento dos prédios ao lado do Teatro Municipal do Rio de Janeiro levou a direção da casa a adiar de março para maio a abertura ao público e aos músicos. Com isto, toda a programação de música clássica na cidade sofre uma reviravolta, agravada pelo fato de a Sala Cecília Meireles continuar em obras e a Cidade das Artes não ter previsão de abertura.
 

O Municipal escapou dos recentes desmoronamentos na Rua 13 de Maio vizinha, mas um monte de entulho se acumulou perto da entrada da bilheteria no seu anexo, bem ao lado dos prédios que caíram. Na última quinta-feira, 26, a direção do Teatro Municipal comunicou o adiamento. O Opinião e Notícia apurou que nesta terça-feira, 31, ainda não era possível entrar no anexo ou por ele circular, nem se sabia quando isto será viabilizado.
 

PÂNICO
 

O adiamento para maio sem data precisa semeou pânico entre os programadores de concertos. A Orquestra Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Dell’Arte e a própria Sala Cecília Meireles tinham concertos programados no Teatro Municipal a partir de março.
 

Alguns deles: Nelson Freire (17 de abril), Orquestra Nacional Russa (23 de abril), Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse (17 de maio) e Lang Lang (24 de maio) na temporada da Dell’Arte.
 

Na temporada da Petrobras Sinfônica: Isaac Karabtchevsky regendo com a trompetista Alisom Balsom como convidada a 23 de março; e a 21 de abril a esperada estreia de uma obra encomendada a João Guilherme Ripper (atualmente diretor da Sala Cecília Meireles), a ópera Piedade, em versão semicênica preparada por André-Heller Lopes.
 

A programação da Sala Cecília Meireles começaria no Municipal com o Duo Katia & Marielle Labèque em 25 de março, e devia prosseguir com o Trio Binelli, Ferman & Isaac em 20 de abril e o Nicola Benedetti Trio em 19 de maio.
 

Esses três programadores já estavam com entradas e assinaturas vendidas. O próprio Municipal e a OSB estavam a dias de anunciar suas respectivas programações quando ocorreu o desabamento da Rua 13 de maio.
 

NOVO ADIAMENTO NA SALA
 

Para complicar mais a situação, a reinauguração da Sala Cecília Meireles foi mais uma vez adiada. Se se falava no fim do ano passado de uma reabertura em setembro ou outubro deste ano, João Guilherme Ripper informa agora que a reinauguração só se dará no início da temporada de 2013, por causa de complicações nas obras de reforma do prédio.
 

Quanto à Cidade das Artes, o complexo erguido na Barra da Tijuca para ser o moderno hall sinfônico de que o Rio de Janeiro precisa, mas que está há anos por concluir, o que prevalece como sempre é o silêncio misterioso. Ninguém na Prefeitura e nas secretarias envolvidas (Cultura e Obras) dá notícias a respeito ao distinto público pagante, embora se saiba que a sala principal está pronta, precisando de retoques, e que falta bastante ainda para a operacionalidade dos acessos.
 

Com o problema surgido no Municipal, a OSB e a Petrobras Sinfônica tentam agora negociar uma agilização da abertura da Cidade das Artes. Sabe-se que as propostas estão sendo estudadas na Secretaria de Cultura do município, mas não há propriamente otimismo.
 

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