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EUA: Lei de imigração do Alabama traz riscos para a economia

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01/02/2012 - Opinião e Notícia

Com imigrantes deixando o estado e rigidez no combate à imigração ilegal, Alabama periga afugentar empresas estrangeiras

 

A lei de imigração do Alabama, diz Micky Hammon, um dos co-autores da lei, “ataca todos os aspectos da vida de um imigrante ilegal. Eles não ficarão no Alabama. A lei foi criada para dificultar a vida deles no estado, de tal maneira que eles acabariam deportando a si mesmos”. A lei não foi criada, no entanto, para apresentar executivos da Mercedes-Benz, que emprega milhares de cidadãos do estado em sua fábrica, às maravilhas do sistema penitenciário local. Mas foi isso o que aconteceu com Detlev Hager, que foi pego em novembro dirigindo em Tuscaloosa somente com sua identidade alemã.
 

A lei de imigração do Alabama é a mais dura dos Estados Unidos. Ela faz com que policiais chequem o status de imigração de qualquer pessoa que seja detida ou presa com “suspeitas razoáveis” de estar no país de maneira ilegal. Ela impede que imigrantes ilegais trabalhem, procurem emprego, freqüentem universidades públicas ou entrem em “negociações” com o estado. A lei invalida qualquer contrato no qual um imigrante ilegal seja uma das partes. A lei também proíbe a população de alugar apartamentos, dar carona, ou fornecer abrigo a imigrantes ilegais, e exige que as escolas estaduais determinem quais alunos são legais ou ilegais.
 

Uma vez em prática, a lei não saiu exatamente como seus criadores planejavam. Entre setembro e dezembro, praticamente todos os pontos foram derrubados nos tribunais. Espertamente, os autores incluíram uma cláusula garantindo que, mesmo que partes da lei fossem derrubadas nos tribunais, o resto permaneceria em vigor, o que manteve as esperanças de Hammon, de que os imigrantes deixassem o estado por conta própria, vivas. Vários imigrantes latinos deixaram o Alabama, e fazendeiros passaram a reclamar que parte das colheitas apodreceu por falta de trabalhadores na zona rural.
 

Samuel Addy, um economista da Universidade do Alabama, estima que o custo total da lei – levando em conta declínios na produtividade, aumento nos custos da força policial, e declínios no consumo e na receita fiscal – ultrapassa US$ 1 bilhão.
 

E há também custos menos mensuráveis. Eles podem estar no Alabama ilegalmente, mas imigrantes se documentos continuam sendo pessoas. Um relatório da Human Rights Watch fala de famílias fugindo do estado; de vítimas de crimes que evitam dar queixas; de trabalhadores que ficam sem seus salários. E há inocentes como Hager, que permaneceu detido até que um colega apresentasse seu passaporte e sua carteira de motorista. Empresas estrangeiras foram para o Alabama nos últimos anos, e empregam 54 mil cidadãos do estado. Quantos outros virão se seus empregados correrem o risco de se serem tratados como Hager ou pior?


Fonte:The Economist

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