Remi Castioni é economista. Especialista em Economia do Trabalho pela Unicamp, onde também fez doutorado.
13/01/2010 - Por Remi Castioni
Em maio passado, destaquei em linhas gerais as propostas, na minha opinião equivocadas, para a geração de empregos em Brasília baseada em indústrias da segunda revolução industrial – calçados, vestuários e móveis, por exemplo (leia aqui). O debate organizado pela Câmara dos Deputados no início de abril de 2009 teve desdobramentos aqui na UnB por conta do seminário “O Trabalho na Capital Federal”, realizado nos dias 25 e 26 de agosto, no auditório da Reitoria. Na ocasião, as mesmas propostas retornaram como proposições inovadoras para se enfrentar à escassez de empregos, particularmente nos municípios da RIDE, que tensionam o Plano Piloto.
Não vou entrar em detalhes sobre as propostas apresentadas nos referidos eventos, tanto na Câmara quanto na UnB. A intensa repercussão da Cúpula das Mudanças Climáticas (COP15) já é suficiente para responder a tais proposições insensatas, pois se baseiam exatamente na causa dos problemas debatidos em Copenhague. Vou me deter aqui a detalhar melhor o que eu chamo de um feixe de ações baseados na oferta de serviços de baixa, média e alta complexidade, vocação para qual Brasília possui vantagens extraordinárias.
Tomo por referência, nessa primeira reflexão, o que poderíamos chamar de Brasilia – cidade criativa. O termo foi cunhado pela Unesco, que desde 1994 estimula essa iniciativa. Atualmente se encaixam nesse conceito cidades como Assuan, no Egito, e Santa Fé, no Novo México, por conta do desenvolvimento das suas artes populares; Popayán, na Colômbia, pela gastronomia; Edimburgo, na Escócia, pela literatura; Berlim, Buenos Aires e Montreal, pelo design de sua arquitetura; Bolonha, na Itália, Glasgow, na Escócia, e a espanhola Sevilha, pela música típica, considerada ponto forte em criatividade. Outras cidades estão se candidatando ao título da Unesco, como Barcelona, que tem várias ações no desenvolvimento da indústria criativa.
Incentivo que já contagiou a Inglaterra, que criou o Ministério da Indústria Criativa, ou seu vizinho, Portugal, que trabalha para criar um cluster criativo. A China articulou os ministérios da Cultura, Tecnologia e Educação para apoiar as iniciativas criativas – fato este que deveria contagiar a nossa Esplanada, cujos ministérios setoriais só pensam no “seu quadrado” e infelizmente eles se opõem.
O conceito andou rondando o Brasil nos anos que antecederam a realização do Fórum Social Mundial, no início do anos 2000, tendo Porto Alegre como nucleadora. Chamava-se “cidades educativas”, mas com o fim das administrações populares, o conceito foi sendo retirado de cena e praticamente desapareceu, ficando restrito a algumas experiências pontuais por causa da perda da sua vitrine.
No caso de Brasilia, patrimônio da Humanidade, teríamos um salvo-conduto para entrar no seleto grupo das chamadas cidades criativas, que não conta com nenhuma cidade brasileira. Entretanto, com as experiências do pólo digital e do parque tecnológico patinando, vamos nos distanciando de experiências exitosas como as que estão em curso em São Carlos, em Aracaju e em Natal. Inclusive Brasília está prestes a perder o título de cidade mais conectada, como mostraram os dados da PNAD/2008. Ou seja, em vez de copiar o modelo do século XIX, seria oportuno que Brasilia colocasse em suas “vestimentas” mais criatividade e menos atraso.
Remi Castioni é economista. Especialista em Economia do Trabalho pela Unicamp, onde também fez doutorado. É professor e chefe do departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da UnB.
Isabelle Mara, em 17/04/2010
BRASÍLIA AMADA
Falar de Brasília para quem a ama, para quem lhe deve tanto para quem se sentiu abraçada, mimada e adotada por ela, não é de maneira alguma complicado.
Falar desta cidade pouco mais que uma menina, tão jovem, tão linda e não somente dos brasileiros, claro que não é nem um pouco difícil.
Falar desta terra que DOM BOSCO profetizou que seria a capital da esperança de onde escorreria leite e mel e onde através do risco de uma cruz nasceria a mais linda flor do serrado e que ela seria a esposa do Brasil, não pode ser nem um pouco difícil. Afinal precisávamos de um estadista sonhador, perseverante, confiante e crédulo como o sempre e eterno presidente JK para em tão pouco tempo transformá-la nesta que hoje é orgulho dos que juntos sob seu comando e a confiança de um idealizador e fundador o inesquecível cidadão das Minas Gerais que infelizmente acabou sendo tão injustiçado.
Mas eu não pretendo falar de tristeza e sim de gratidão, de saudade, desta saudade que sentimos de quem mesmo indiretamente nos fez tanto bem, o seu fundador que Deus o tenha.
Falar desta mãe adotiva de tantos brasileiros que aqui vieram semear e colher os frutos dos seus ideais e de tantos filhos já nascidos do seu ventre que juntamente com ela também aniversariam ou estarão festejando aniversário e todos aqui, além de filhos de tantas outras nações que acreditando nos sonhos também vieram juntar-se a nós não poderá ser complicado.
Falar desta cidade maravilha, capital da esperança, capital da paz, patrimônio da humanidade, um patrimônio construído com suor sangue e esperança, pela capacidade de Oscar Niemayer, Lúcio Costa, Bernardo Sayão e tantos outros, que eu levaria mais cinqüenta anos para falar nomes e cometeria alguns esquecimentos imperdoáveis, não é difícil, jamais será, porque expressar o nosso amor por Brasília e sem exagerarmos é o mesmo que nos prostramos em oração, em um cântico de louvor a esperança
Ainda que alguns percalços se interponham, não diminuirá o nosso amor, a nossa admiração, o nosso reconhecimento porque isso se faz pequeno diante de um sentimento tão absolutamente verdadeiro.
Brasília, onde até as cores que a colorem vêm da natureza como o azul desse céu que aqui parece maior mais azul, do verde do gramado quase sempre muito intenso, temos a beleza do lago Paranoá, das flores que a ornamenta o ano inteiro até da baixa umidade especialmente a partir de abril até setembro, isso não nos faz indiferentes nem mesmo o calor característico de serrado nos afasta, pois o amor pela nossa capital da esperança é maior que tudo isso juntos e neste dia em que Brasília comemora suas bodas de ouro nós estamos aqui de mãos dadas numa ciranda de amor para festejá-la como ela é merecedora.
Com amor,
Isabelle,
Brasília, 16/04/2010
Jonathan, em 10/04/2010
kkkkkkk bem irônica sua matéria falando de Brasília heim.... Porque será? kkkkkkkkkk
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